Eu me lembro da primeira reunião sobre Black Friday que participei quando era gerente de marketing de varejo.
Foi péssima. Me senti incompetente, atrasado e a “chamada” do meu diretor na época foi épica, afinal fomos pegos de surpresa e não estávamos preparados para a ação. Com razão, admito!
O tal cara é o Flavio Lopes, o maior e melhor mentor da minha carreira que me ensinou muito do que sei sobre o setor e sobre pessoas.
A Black Friday nos parecia naquele momento uma promoção de sites. “Coisa de e-commerce” no Brasil da época. Isso até o varejista Extra levar a ação para as lojas físicas e fazer um super sucesso.
Era isso: ou a gente entrava com tudo ou estaríamos fora da festa.
Ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos, em que a Black Friday saiu das lojas físicas para ganhar muito espaço no e-commerce, no brasil ela começou pelo comércio eletrônico.
Na época ainda havia essa “divisão” em muitos varejistas – que hoje não faz nenhum sentido para um consumidor multicanal.
Você já se perguntou porque a Black Friday funciona tão bem?
Uma das explicações é o contexto mundial da ação e repercussão na imprensa.
Outra é o chamado efeito manada, um fenômeno social.
Outra é a alta sensibilidade do cliente a preço.
Eu vou explicar cada um deles em uma sequência de conteúdos especiais para a data, que vou compartilhar aqui.
Mas hoje quero começar por uma novidade: pela primeira vez a intenção de compra dos brasileiros na Black Friday vai se equiparar em relação a lojas físicas e e-commerce.
Uma pesquisa recente do Google em parceria com a consultoria Provokers revelou que o número de consumidores brasileiros dispostos a comprar na Black Friday 2019 será igual nas nas lojas físicas e no e-commerce.
É uma mudança importante e interessante para quem estiver com os canais, estoques, time e comunicação adequados.

Na real, estarão em jogo duas grandes oportunidades neste próximo 29 de novembro: a data de maior intenção de gastos do consumidor no ano e o pagamento da primeira parcela do 13º.
Ou seja, a união de fome, vontade de comer e recursos pra isso.
Ok, ok… vamos descontar o grupo de consumidores céticos e menos sensíveis a promoções. Vamos descontar os endividados (grupo representativo!) que vai usar o 13º para quitar contas. Ainda temos um potencial atômico de consumo.
Ainda conforme a pesquisa, entre os produtos com maior intenção de compra entre os que pretendem participar da Black Friday, destaque para celulares (48%), computadores (38%), eletrodomésticos (36%), roupas (34%), calçados esportivos (32%) e perfumes (33%).
Mas há um aumento também em categorias não tradicionais, como procedimentos estéticos, esfiha, gasolina, passagens, imóveis. Em um mercado onde tudo compete com tudo, todos querem uma fatia da maior data de vendas do ano.
Dizem que a sorte é o encontro da preparação com a oportunidade.
Eu não estava preparado (como deveria) naquela reunião fatídica do começo da Black Friday nas lojas brasileiras. Mas a sorte vai sorrir de novo para quem estiver preparado, com a melhor estratégia para aumentar a participação na carteira do cliente nesta disputada oportunidade.
E você, como está se preparando para a Black Friday?
Me acompanhe aqui porque eu quero te ajudar nessa guerra comercial!
